Unicórnios Zoombis

Sem predador natural, o unicórnio se reproduziu de forma assustadora e ameaça o ecossistema regional.

Alguns animais nativos do Carnaval já sofrem com o desequilíbrio ambiental. Entre eles a espécie “toda a irreverência de folião pernambucano” foi quase extinta nesta última festa de momo dando espaço para o espírito de rebanho dos animais místicos.

No princípio, ambientalistas não perceberam a sorrateira intromissão do cavalo de um chifre e se perguntavam somente : “porque geral tá usando diadema de casquinho de sorvete na cabeça?”.
Quando perceberam a gravidade da invasão, o animal pseudo-fofo que vomita arco-íris já tinha colocado em risco toda a criatividade característica da festa pagã.

O Governador do Estado, em pronunciamento oficial, afirmou que a presença invasiva do unicórnio era desconfortável, assim como são desconfortáveis cueca na bunda e RioDoce/CDU ao meio-dia. O Prefeito, no entanto, não fez anuncio solene pois estava ocupado tentando transformar pinto em Galo. Este último inclusive, o galo e não o Prefeito, está em observação na UTI. Suspeita-se que sua postura mofina e depenada se deu pelo fato de que o Galo queria mesmo era sair fantasiado de unicórnio e não de Romero Brito.

Ambientalistas alertam que temos uma ano, antes do próximo Carnaval, para caçar e acabar, não só com unicórnios, mas com qualquer tentativa fashionista de dizimar nossa criatividade nos transformando em another brick in the wall.

obs – ainda é cedo para afirmar, mas teorias indicam que unicórnios foram mandados por Trump para construírem um muro de glitter.

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