A História da Eternidade.

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Não é porque é um filme Pernambucano que você deve ir assistir A História da Eternidade. De bairrismo raso, estamos fartos.

Não é porque o diretor é meu cunhado que estou escrevendo esse post. Nepotismo não combina com credibilidade de informação.

Não é porque é um dos longas mais premiados do ano, dentro e fora do Brasil, que valha seu ingresso. De filmes cheios de estatuetas porém  ruins, temos uma lista longa.

É porque o filme é bom. Simplesmente.

Não bom nível novela das oito com final feliz, mas nível você vai demorar muito a esquecer as cenas. É bonito, delicado, honesto, verdadeiro e diferente.

Quarta-feira tem estréia para convidados e a partir de de quinta, dia 26, aberto ao público nos cinemas do RioMar e da Fundação (vai estar em outros cinemas também, possivelmente  no ETC da Rosa e Silva e em alguns outros , mas Camilo só vai confirmar todas as salas amanhã, aí eu posto no face). Eu, se fosse tu, ia. Se não pelo filme, pela história, pelos prêmios, mas pela cena abaixo (já considerada por críticos especializados, como uma cena que ficará na história do cinema brasileiro):

Não é água com açucar, mas ninguém aque é beija-flor. Portanto:

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obs: também haverá lançamento em outras cidades do Brasil, então, se você não é do Recife, aguarde no local que A História da Eternidade vai chegar num cinema perto de você.

É verão!

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O desafio – dirigir o filme de lançamento da coleção verão 2014 da Cattan.

A parte difícil – um dia de verão com céu azul em Julho.

A parte fácil – todo o resto!

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Como ensina a filosofia futebolística, em time que está ganhando não se mexe. Então repetimos o dream team do comercial de inverno: Nestor e Natacha no style, Lála na maquiagem, as modelos da Amazing, direção de fotografia de Ivanildo e direção de Téta Barbosa (já que estamos na linguagem do futebol, nada como falar de mim na terceira pessoa para coroar a metáfora).

Ainda acrescentamos, ao time titular, a diretora de arte Leiloca, que montou o cenário mais lindo do verão 2014!

A locação? Uma casa que alugamos no Paiva.

Acordamos ás 3h, saímos da produtora às 4h e antes das 5 da manhã já estávamos filmando enquanto o sol nascia!

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E tcharammmmm, o vt pronto:

E o filme do Making Of, que foi lançado semana passada durante o desfile de lançamento da Cattan.

Agência – Italo Bianchi
Produtora – Ateliê Produções

Anjos da Guarda.

Existem sim, pode perguntar por aí.

Ao contrário de unicórnios e papai Noel, os anjos da guarda existem, sim senhora.

O que acontece, no entanto, é que eles não são assim, como eu posso dizer, como você e o inconsciente popular católico apostólico romano imaginam. Não são loirinhos nem têm cabelos cacheados, não tocam harpas muito menos possuem asas.  Enquanto você procura esse ser invisível, sentado numa nuvem e com cheiro de lavanda Johnson (favor apagar merchan), seu anjo da guarda está lá na cozinha.

Anjos da guarda são negros, pobres, têm cheiro de água sanitária, histórias tristes e dormem naquele quartinho entre o tanque e a máquina de lavar. Não se chamam Gabriel, nem Ariel, muito menos Emmanuel. São Terezas, Severinas, Marias, Antônias, Dadás, Zefinhas, do Céu, Conceição, das Graças. E te protegem, incansáveis, por um salário mínimo.

Vieram, assim como os unicórnios, de mundos distantes e imaginários. Mundos que você só ouviu falar em histórias para dormir; como roças, interior, periferia, favela, beco, quartinho alugado.

Lá, nesse reino tão tão distante a vida é diferente. Tem barulho de rádio evangélica, grito de menino, som de sirene, cheiro de suor, gosto de fubá. Lá, nada tem cheiro de lavanda Johnson.

Meu anjo da guarda chamava-se Antônia. Vó Tonha, mais precisamente. Criou meu pai, enquanto uma tia distante criava suas duas filhas. Me criou, enquanto seus netos cresciam lá longe. Criou Victor, enquanto seus bisnetos só a viam a cada 15 dias.

Tudo isso, enquanto uma geração inteira de católicos apostólicos romanos rezava para anjos loiros de olhos azuis.

Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, sempre limpe minhas roupas, lave meus pratos, alimente meu filho, Amém.

O que me fez pensar nesse assunto?

Duas coisas distintas.

A primeira foi um post no facebook de alguém que dizia: “já deu bom dia ao seu anjo hoje?”, seguido de uma foto do anjo Gabriel e um link para eu descobrir, de acordo com a data do meu aniversário, quem é meu anjo. Um tal de  Haamiah, que corresponde a Agla – (Deus em Trindade com o Uno). No que eu disse, com todo respeito: “porra, nenhuma”. Haamiah nunca deu sequer um banho em Victor, nunca fez um bife de molho pra mim, nunca lavou o liquidificador de vitamina de banana. Sendo assim, Haamiah querido, pega o beco porque aqui o emprego para anjo já foi preenchido.

O segundo motivo, foi o filme documentário DOMÉSTICAS, de Gabriel Mascaro que assisti domingo.

Um filme do tamanho do Brasil.

Aí, depois de assistir, você decide se seu anjo vem dos Serafins e Querubins, ou se vem de Carpina mesmo.


Um faroeste urbano.

Cinema, por Beka Maciel

Desde que ouvi falar do filme Faroeste Caboclo, uma onda de nostalgia me invadiu. São muitas as lembranças da adolescência e uma delas, com certeza, é da minha fase Legião. Quem nunca? Passava dias ouvindo a música, que tem nove minutos (isso mesmo), até decorar. Acho que era pra mostrar alguma coisa pro grupo de amigos, sei lá.

Fui ao cinema totalmente despretensiosa. KK (marido) não gosta muito de filmes com atores já batidos da TV e eu não acreditava que os tantos detalhes da música pudessem caber num roteiro coerente, em que as cenas e a própria história tivessem uma linha de raciocínio e uma ligação. Como ouvimos bons comentários, decidimos dar uma chance e digo que não me arrependo.
Apesar da música que deu origem ao filme só entrar no fim, junto com os créditos, não foi difícil fazer relação com as cenas e até algumas coisas ditas pelos personagens. Os atores, por sinal, foram outro ponto forte. Não deixaram a desejar em nada. Posso até tá sendo precipitada, mas, na minha opinião, os fãs de Renato Russo e Legião não vão se decepcionar. Eu indico!
Só mais uma dica. Ouvir a música antes de ver o filme ajuda muito a não perder nenhum detalhe.

 

A festinha do Cinema!

O filme Paraísos Artificiais, que fala do universo da raves, vai fazer uma festinha descolada na Praia do Paiva que foi  uma das locações do longa.  A balada vai ter como atrações os DJs, o belga Mr. Renard,  o argentino Lucho Perez, além dos  brasileiros Marco Hanna e Arthuro Cavalli. Os ingressos já estão à venda por R$ 90,00 (primeiro lote) na Mandi & Co, do Shopping Recife.

O filme vai ter lançamento  dia 26 de abril, na décima quinta edição do Cine PE. A direção é de Marcos Prado e foi produzido por José Padilha do filme “Ônibus 174” por meio da Zazen Produções, a mesma de Tropa de Elite I e II.